Tenho medo que me faltem os abraços,
Que os dias passem iguais, sem sal, sem cor,
Tenho medo das sombras, dos meus passos,
De perder-me e perder o meu amor.
Tenho medo de mim por ser cativo
De um desejo maior que desconheço,
Tenho medo que Ele seja só castigo
E de mim não cuide se o mereço.
Ah! Se Tu me viesses consolar
Deste temor que carrego cada dia,
E a minha alma em Ti acreditar;
Que ter medo não é coisa fatal,
É sonho breve, instante de agonia,
Que acontece a quem é imortal!
Fernando Barnabé
A sós comigo!
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A sós comigo parto para além de mim sem tempo nem norte
Sem hoje e sem amanhã...assim caminho num sono profundo
Com o olhar ausente e o corpo dormente ...
Há 3 dias
"Que ter medo não é coisa fatal,
ResponderEliminarÉ sonho breve, instante de agonia,
Que acontece a quem é imortal!"
Bom dia Fernando!
Os medos são o reflexo da nossa consciência de que somos apenas humanos, com pouca capacidade de controle sobre as nossas vidas. Sentir medo é também reconhecer que por mais que desejemos algo, dependemos sempre da vontade de forças maiores que decidem sobre o nosso futuro.
Se pensarmos bem neste facto, a nossa arrogância (um dos maiores defeitos do homem) cairia por terra, perante tão óbvio "handicapp".
Abraços
Olá Francisco!
ResponderEliminarConcordo plenamente contigo! E eu que pensava que não acreditavas em "forças maiores"...enganei-me!
Abraços
Lindo seu poema.
ResponderEliminardesculpe adentrar, sem pedir autorização, mas gostei do que li.
Sonhadora
Olá!!!
ResponderEliminarE precisa pedir autorização? :-)
Adorei o seu texto "Silêncio"!!! Parabéns!!!
FB
Que linda poesia!
ResponderEliminarMinha "parte" imortal me consome de tanto medo, de não ter tempo, de não conseguir se realizar... e enfim se revelar.
Saudações piscianas!